Poluição Sonora é debatida em Serrinha; PM e MP pedem mais conscientização das pessoas



Foi realizada na noite da última terça-feira, 24, na Câmara de Vereadores de Serrinha, uma Audiência Pública na qual tratou sobre poluição sonora. Estiveram presentes representantes de bares, restaurantes, associações, Polícia Militar, Polícia Civil, Igrejas Católica e Evangélica, Ministério Público, vereadores e a Secretaria de Meio Ambiente.

Segundo o site Info Serrinha,parceiro do PORTAL FERNANDO LIMA,O intuito é minimizar os impactos gerados com o excesso de sons emitidos por todos que fazem uso desse tipo de equipamento, o que causa desconforto principalmente para crianças e idosos, por isso o comandante do 16º Batalhão da PM, Tenente-Coronel Michel Miller pede o apoio de todos no enfrentamento ao excesso de barulho. "Qualquer forma de produção de ruído que venha a trazer desconforto a quem quer que seja deve ser cuidadosamente analisada e quem deve fazer isso somos todos nós, é um coletivo".



Os animais também são prejudicados com o som de excesso, e há uma preocupação maior principalmente com as proximidades do período junino por conta da grande quantidade de fogos de artifícios que são estourados no evento. "A gente está em um período junino, de fogos de artifícios, e os animais sofrem com isso, alguns chegam a óbito, então é algo que a gente precisa estar discutindo nesse sentido dos animais de rua e da fauna já que os paredões também estão presentes na zona rural e a fauna está preservada, as aves sofrem com a questão dessas emissões", alertou o secretário de Meio Ambiente, Diego Tomaz.


A presidente do Conselho do Idoso, Noelha Bastos, comentou sobre a situação dos lares de idosos e lamentou um episódio que presenciou enquanto esteve visitando uma casa de acolhimento. "A categoria mais vulnerável que tem são os idosos, e são os que mais sofrem com a poluição sonora. Estava há 15 dias no Lar de Dona Raquel tinha uma idosa deitada em um quarto da frente e na hora passava um carro de som no momento que estávamos com ela, e nessa hora ela colocava os dedos nos ouvidos porque aquilo ali estava incomodando".


Representando os bares e restaurantes do entorno da Morena Bela, o empresário Adriano Burges afirmou que os estabelecimentos não incentivam o uso de som automotivo na região. "Gostaríamos de dizer que por muitas vezes os bares e restaurantes no entorno da Morena Bela são vistos como grandes vetores de poluição sonora, mas isso é uma imagem um pouco distorcida porque nós não incentivamos ou damos qualquer tipo de suporte para o uso de equipamento sonoro automotivo que hoje é visto como principal vetor de poluição sonora".


A promotora do Ministério Público de Serrinha, Dra. Letícia Baird, afirmou que as pessoas precisam olhar para o lado e analisar se aquele momento de "felicidade" não está causando desconforto em outros. "Será que a barulheira é mais importante do que a pessoa idosa, do que o bebê, do que a criança com autismo, do que a pessoa hipertensa. Isso precisa ser enfrentado, e precisa ser enfrentado de todas as formas porque no estágio em que nós nos encontramos não basta só diálogo, post na internet, só comunicado na rádio porque as pessoas não vão ouvir e infelizmente a sociedade atual é egoísta, é vaidosa".

Para a promotora, é preciso que haja mais empatia. "Precisamos construir uma sociedade empática, uma sociedade que enxerga para as minorias, e isso é democracia. Não existe cultura onde há ofensa ao direito de outro. Nunca uma ofensa será cultura. Se machuca não é cultura, e não adianta fazer Lei se não fiscalizar".


A Audiência Pública serviu para dar início a uma série de debates voltados para o tema, no qual o objetivo é se chegar a um consenso com relação ao uso de equipamentos sonoros e estabelecer um limite, além de criar regramentos para profissionais que atuam com veículos de publicidade.


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