Número de união de gays dispara após eleição de Bolsonaro; Bahia registra recorde de casamentos



O número de casamentos homoafetivos subiu 61,7% no Brasil em 2018, especialmente após a eleição de Jair Bolsonaro. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (4/12) e fazem parte das estatíticas do Registro Civil em 2018. Nos dois últimos meses do ano passado, foram registrados 4.055 matrimônios homoafetivos - 3.098 apenas em dezembro -, dados que se aproximam dos números absolutos de casamentos gays durante 2017.

O "boom" de casamentos entre pessoas do mesmo sexo coincidiu com a confirmação da eleição de Bolsonaro, no fim de outubro. Apesar da coincidência na multiplicação dos casamentos gays com a eleição de Bolsonaro, pesquisadores do IBGE dizem não saber identificar se há relação entre os dois pontos. "Existem especulações que podemos fazer, mas os nossos dados são frios", disse a gerente da pesquisa do IBGE, Klivia Brayner. 

A união civil entre pessoas do mesmo sexo foi declarada legal em maio de 2011, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) mudou o entendimento do Código Civil de que a família era formada por um homem e uma mulher. 

Bahia - Ainda segundo o IBGE, a Bahia teve, pela 2ª vez seguida, o maior aumento absoluto do país no número de casamentos (de sexos diferentes), chegando ao seu recorde histórico: 68.623 uniões registradas. Houve acréscimo, também, nas uniões do mesmo sexo: de 140 para 288. Ou seja, 105,7%. Ironicamente, o número de divórcios também chegou a recorde na Bahia: 24.952 em 2018.