Terra de um povo de trabalho, de fé e de alegria. Terra do ouro e do sisal dos Barroquenses!


Foto: Rubenilson Nogueira
O ouro e o sisal são algumas das nossas riquezas, mas certamente tá na garra dos barroquenses o segredo do desenvolvimento desse cantinho do nordeste, um lugar chamado Barrocas. 

Infelizmente não será neste ano que voltaremos a ter uma comemoração de aniversário digna da história de Barrocas, a altura do seu povo, fazendo jus ao seu destaque no Território do Sisal do Estado da Bahia. Adiou-se a festa, mas não esquecemos da importância do dia 30 de março para todos os filhos e filhas dessa terra amada. Essa data representa muito. Significa liberdade, progresso, conquistas, realizações. Representa a emancipação de todo um povo que não deixou de sonhar, que não desistiu nem mesmo após uma pequena queda, não, não, levantou e com ainda mais vontade caminhou rumo ao futuro.

E por que amamos tanto esse lugar? É possível apresentar muitas respostas para essa pergunta, porém, se assim o fizermos, nos prolongaremos na explicação, na tentativa de justificar. O barroquense viaja para os mais longínquos lugares do Brasil, vive em grandes metrópoles, lugares lindos, pode até ir ao exterior, mas onde estiver, o pensamento diário é centrado no dia que poderá regressar de uma vez, voltar para ficar. O amanhecer, o entardecer, o frio não tão comum e o calor mais frequente, a hospitalidade de sempre, a resenha cotidiana, a simplicidade marcante, amizade, a beleza contagiante, a propaganda espontânea, sim, se der ouvido a um barroquense, ele conquista qualquer um a morar por cá.

Foto: Rubenilson Nogueira
Pois bem, a contagem regressiva está aberta, já não é a criança, adolescente, passou-se até da maior idade, adulta e com 20 anos, agora madura, responsável, foi assim que concordamos por não fazer a festa, mas uma coisa não será possível adiar; o sonho de ser cada dia uma cidade melhor para todos, isso nem mesmo aqueles que tentam exercer com mão de ferro o poder, serão capazes de impedir.

Breve estaremos em festa, seja no tradicional São João, no Natal ou Réveillon, não importa, unidos superaremos esse momento e voltaremos a comer o acarajé da esquina no final de tarde, passaremos nos bares que servem a tripa ou o pastel. Em breve teremos de volta os babas do campão, o retorno das cavalgadas, escutaremos o ronco dos motores dos trilheiros, riremos com resenha na barbearia, discutiremos a política no ponto do cafezinho no mercado. Em breve voltaremos a conviver e aproveitar o melhor de Barrocas.
Por Rubenilson Nogueira