Virna Jandiroba reforça treinos de jiu-jítsu para encarar Mackenzie e vê duelo como "divisor de águas"

 


Virna Jandiroba e Michele Oliveira na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal

 Serrinhense acredita que vitória sobre a multicampeã mundial, dia 12, pelo UFC 256, em Las Vegas, aumentará sua visibilidade no MMA: "Ela é renomada, esse é o caminho para ir aparecendo"

Embalada por duas vitórias consecutivas no Ultimate, Virna Jandiroba reforçou os treinos de jiu-jítsu para sua próxima luta, marcada para sábado, no UFC 256, em Las Vegas (EUA), contra Mackenzie Dern, multicampeã mundial da arte suave. A "Carcará" - que anotou uma finalização premiada em seu último duelo - convocou a faixa-preta Michele Oliveira, da equipe Nova União, para simular o jogo da adversária.

- Eu estudo as adversárias. A ideia foi pegar essa galera, como a Michele, que treina jiu-jítsu de pano e tem um jogo mais solto que se aproxima ao da Mackenzie e está mais atualizada. Foi para se aproximar da especificidade da luta e da área de conforto da Mackenzie, que é o chão. O curioso é que a Michele foi minha aluna quando ainda era faixa-branca, na Bahia. Nós mantivemos o contato e agora somos duas "black belts" (faixas-pretas).

- Os treinos foram fantásticos, muito bons mesmo. Ela passou cerca de um mês e meio comigo na Bahia, foi fundamental a ajuda dela. Como diria Guimarães Rosa: "O diabo mora nos detalhes". E é verdade. A Michele trouxe muitas coisas do jogo da Mackenzie, foi uma ajuda incrível, providencial nos detalhes, nas correções e nos ajustes do meu jogo para essa luta.

Dona de um cartel composto por 16 vitórias - soma 13 finalizações - e uma derrota, Virna Jandiroba acredita que uma vitória sobre Mackenzie Derna, uma das lutadoras mais midiáticas do UFC na atualidade, a ajudará no quesito projeção.

- Essa é a luta para me dar visibilidade, não tenho dúvidas. É um divisor de águas. Todas as lutas são importantes, a última foi contra a Felice, que é conhecida e me deu uma visibilidade muito boa. Agora, contra a Mackenzie, que vem do jiu-jítsu, será uma luta boa para eu mostrar meu jiu-jítsu. A Mackenzie é renomada, esse é o caminho para ir aparecendo passo a passo.

Virna Jandiroba estica o braço e finaliza Felice Herrig em sua última luta — Foto: Getty Images

Embora saiba dos perigos de Mackenzie Dern no solo, Virna Jandiroba garante que irá mostrar novas habilidades tanto no chão, quanto na trocação.

- Eu tenho coisas novas a mostrar, só não posso dizer o que é para não se virar contra mim (risos). Pode acabar de forma surpreendente... Não sei se no chão, mas tenho coisas novas que nunca fiz durante as lutas. Estou apostando muito nisso. Sei dos pontos fortes dela, e dos meus. Tenho certeza que será uma luta muito bacana para se ver, porque meu jiu-jítsu é mais tradicional, old school, e ela tem um jogo solto, faz bem berimbolo, essas questões. Gosto desse estilo mais conservador.

UFC 256

12 de dezembro de 2020, em Las Vegas (EUA)

CARD PRINCIPAL (0h, horário de Brasília):

Peso-mosca: Deiveson Figueiredo x Brandon Moreno

Peso-leve: Tony Ferguson X Charles do Bronx

Peso-leve: Renato Moicano x Rafael Fiziev

Peso-médio: Kevin Holland x Ronaldo Jacaré

Peso-pesado: Junior Cigano x Ciryl Gané

CARD PRELIMINAR (20h, horário de Brasília):

Peso-pena: Cub Swanson x Daniel Pineda

Peso-palha: Mackenzie Dern x Virna Jandiroba

Peso-palha: Tecia Torres x Angela Hill

Peso-pena: Billy Quarantillo x Gavin Tucker

Peso-pesado: Sergey Spivak x Jared Vanderaa

Peso-médio: Karl Roberson x Dalcha Lungiambula

Peso-meio-médio: Li Jingliang x Dwight Grant

Peso-pena: Chase Hooper x Peter Barrett

Fonte: Globo Esporte