Comerciantes falam sobre os possíveis impactos com fechamento do Posto de Atendimento do Banco do Brasil de Barrocas

 


Rose, Telma e Adriano Alves - Fotos Jornal a Nossa Voz. Arte: Kauã Sherman
No início desta semana, após a confirmação do fechamento do PAA do Banco do Brasil, conversamos com comerciantes barroquenses, entre estes a Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Barrocas (CDL), sobre os possíveis impactos para o município ao mesmo tempo que se falou de medidas necessárias para suprir a ausência de uma agência bancária na cidade. Todos que foram ouvidos, lamentaram a saída do banco e demonstraram preocupação, alguns acreditam em ações que possam amenizar os efeitos, como abertura de novos pontos de atendimento e ampliação de unidades já em atividade na cidade.  

Telma Rios
Proprietário de uma loja de confecções, Telma Rios, falou sobre a possibilidade de barroquenses passarem a comprar fora, em municípios onde irão sacar seus salários e aposentadorias: "A gente sabe que o Banco do Brasil era um dos bancos maiores, onde maior número da população tinha suas contas e onde o maior número também de aposentados, eu creio, recebem suas aposentadorias. Então com isso vai dar uma queda muito grande para nós comerciantes, em temo que aqueles aposentados que tem suas contas hoje, se não tiverem onde receber, vão se deslocar até Serrinha, onde lá mesmo a gente sabe que vão fazer suas compras. Então o dinheiro vai passar a circular na cidade em Serrinha, onde afeta o nosso município", lamentou.

Adriano Alves
Dono do uma loja de material de construção, Adriano Alves, afirmou que o fechamento trará impactos consideráveis para a economia local, mas acredita que a abertura de novos correspondentes bancários, poderá amenizar a situação: "A questão do fechamento do banco vai impactar muito na nossa economia. Porém acredito que com essa abertura da nova casa aqui do posto do banco, vai ajudar muito porque os postos que a gente tem aí os limites são poucos. Mas pelo que fiquei sabendo o limite dessa nova casa já dá para atender os clientes", pontuou o comerciante.

Com o fechamento do Posto de Atendimento, duas novas 'lojas' que prestam serviços bancários do Banco do Brasil, foram abertas na cidade, uma delas localizada na Avenida Antonio Pinheiro da Mota, próximo ao Sindicato dos Trabalhadores, outra na saída para o bairro de Alambique.
 
Rose Fonseca
Presidenta da CDL, Rose Fonseca falou da importância de buscar outras alternativas, e seguir trabalhando com instituições financeiras que continuam operando na cidade: "Na verdade o fechamento do Banco do Brasil deixou a população e nós comerciantes bem surpresos e apreensivos também. A CDL está buscando junto com os outros bancos que estão aqui na cidade como o Bradesco e a Ascoob, conversando com eles para ampliar e dar um suporte melhor à população. Então vamos buscar e movimentar para que a economia e o dinheiro circule na cidade mesmo. Estamos nos movimentando para que isso possa acontecer", pontuou.

A presidenta falou ainda da preocupação com a necessidade das pessoas se deslocarem para outros municípios: "...ficamos preocupados com pessoas idosas deficientes que precisam, precisarão se deslocar pra outra cidade para resolver questões do banco, tem muitas pessoas ainda que não tenham acesso a ferramentas digitais", afirmou.

Segundo ela, a CDL agiu para tentar impedir o fechamento do PAA: "A gente fez reuniões com o gestor da cidade, várias reuniões. Fizemos também reuniões com diretores do Banco do Brasil. Foram abertas liminares para impedir o fechamento, foi enviada também uma carta de repúdio ao responsável do Banco do Brasil tentando reverter essa situação", lembrou.

Após o encerramento e desmonte do posto de atendimento, na tarde desta terça-feira (18), uma decisão favorável a continuidade do serviço durante a pandemia proferida pela Desembargadora Regina Santos e Silva do Tribunal de Justiça da Bahia, foi publicada no site do TJ-BA, deixando parte da população esperançosa (veja aqui).

Da Redação por Ana Clara Santos - Colaborou Rubenilson Nogueira