Pedido de expulsão de Maia do DEM deve ser formalizado nesta semana, adianta ACM Neto

 


Pedido de expulsão de Maia do DEM deve ser formalizado nesta semana, adianta ACM Neto
Foto: Sérgio Lima/ Poder360

Presidente nacional do Democrata, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, adiantou que um grupo de deputados da legenda deve formalizar o pedido de expulsão do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), nesta semana. A bancada é encabeçada por Efraim Filho (DEM-PB).

 

"Na condição de presidente nacional, vou seguir trâmites previstos no estatuto do DEM, mas a esse pedido de expulsão vai ser dado segmento. Caberá à Executiva Nacional deliberar sobre expulsão. Penso eu que, depois de tudo isso, o problema de Maia no DEM é com o conjunto do partido, não só comigo", disse o ex-prefeito, em coletiva de imprensa virtual, realizada na manhã desta segunda-feira (17) para o lançamento de seu projeto de diagnóstico dos problemas da Bahia.

 

Antes amigos pessoais, Neto e Maia romperam no início do ano, quando o presidente do DEM liberou a bancada do partido na Câmara dos Deputados para votar de forma livre. Isso beneficiou a eleição do deputado federal Arthur Lira (PP-AL), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que disputava contra o deputado Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Maia à sucessão.

 

Após esse movimento, Maia acusou Neto de traição. Já o ex-prefeito disse que faltou grandeza e lealdade ao ex-amigo.

 

Com a crise entre Neto e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), na última semana (veja aqui), Maia ainda renovou as críticas ao baiano. Em postagens no Twitter, ele afirmou que o presidente do DEM não tem caráter, que dizia que nunca apoiaria Doria e sugeriu que ele filie logo "os aliados do Bolsonaro" (veja aqui).

 

Em resposta, Neto declarou hoje que o parlamentar perdeu o respeito. "Vocês observaram declarações dele na sexta. Não são declarações compatíveis com bom nível da política, mesmo quando se trata de um adversário. Vocês não me veem tratar ninguém dessa forma, posso divergir mas tem respeito", afirmou, acrescentando que recebeu muitos telefonemas e mensagens de solidariedade que "expressam a falta de limites a que chegou o deputado".