PP realiza convenção para formalizar apoio a Bolsonaro


PP realiza convenção para formalizar apoio a Bolsonaro
Foto: Nicole Angel/ Bahia Notícias


O partido Progressistas (PP) oficializou, nesta quarta-feira (27), a coligação com o Partido Liberal (PL), do presidente Jair Bolsonaro. A aliança foi celebrada durante convenção nacional, na Câmara dos Deputados, em Brasília, com a presença do presidente.

 

A cerimônia para confirmar apoio a Bolsonaro ocorre dias após o nome do atual presidente ser oficializado como candidato do PL ao pleito.

 

O PP e o PL são consideradas as duas maiores siglas dentro da Câmara dos deputados, já que ambos são a base de sustentação do Centrão. Antes de Bolsonaro se filiar ao partido de Valdemar Costa Neto, as duas legendas já atuavam como aliadas do presidente no Congresso.

 

Deputado federal por sete mandatos, Bolsonaro já foi filiado ao PP e a outros sete partidos antes de se filiar ao PL em novembro de 2021, para concorrer ao 2º mandato neste ano.

 

Antes da filiação, Bolsonaro negociava com 3 siglas. Cogitou o PP, de Ciro Nogueira, o Republicanos, de Marcos Pereira, e o PL, de Valdemar Costa Neto, por qual fez escolha.

 

Além de Bolsonaro, o evento contou com a participação da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Também estiveram presentes políticos das duas siglas do Centrão, como o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente licenciado do PP; e os deputados Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Casa. O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PP-RN), e Tereza Cristina (PP-MS), deputada e ex-ministra da Agricultura também estiveram presentes na convenção.

 

Arthur Lira, durante discurso, disse que a Câmara dos Deputados fala "apenas quando é necessário falar”. Ele ainda afirmou sua confiança no sistema eleitoral e a favor da democracia e de eleições transparentes.

 

"Instituições no Brasil são fortes, perenes e não são e nunca serão redes sociais. Não podemos banalizar as palavras das autoridades no Brasil. Não farão isso com a Câmara enquanto eu for presidente", declarou o presidente da Câmara.

 

A declaração de Lira vem após questionamentos por ele não ter se manifestado sobre a reunião de Bolsonaro com embaixadores na qual o presidente atacou as urnas eletrônicas, o processo eleitoral e ministros do Supremo Tribunal Federal.

 

Já o presidente nacional do PP e ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, não deixou de elogiar a gestão feita por Bolsonaro. "Não dá para comparar o governo do presidente Bolsonaro como nenhum outro. Porque nenhum enfrentou a maior pandemia da história do nosso país. Vamos fazer uma viagem muito mais tranquila no segundo mandato. Não tenha dúvidas disso e pode ter certeza que nós progressistas iremos estar ao seu lado”, completou.

 

Focado em trazer o holofote para seu partido, o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, disse que o principal objetivo do partido é ser a sigla de maior destaque durante as eleições e afirmou que Bolsonaro e PL fizeram um bom trabalho para crescimento de bancada. "Mas nós estamos buscando crescer o suficiente para sermos uma força imprescindível para a governabilidade”, declarou Barros.

 

“VÍTIMA DO ÓDIO”

Durante a saída do evento, o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, foi questionado sobre como eles vão lidar com a violência durante o período eleitoral, já que diversas instituições tem demonstrado preocupação e atenção a respeito do assunto. Flávio afirmou que a segurança de Jair Bolsonaro será reforçada já que, segundo o senador, Bolsonaro é a principal “vítima do ódio”.

 

O senador ainda comparou os eleitores do presidente com os apoiadores do PT, dizendo que os eleitores esquerdistas são violentos. "Então, a nossa preocupação de o presidente Bolsonaro não ser vítima novamente do ódio da esquerda”, declarou.

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