Ichu, 20 anos da morte do Padre Leopoldo Garcia Garcia

 


Haverá a missa na comunidade de Boa União (Morro Redondo) e na oportunidade o nome de Padre Leopoldo será lembrado e colocado nas intenções
Hoje, 13 de Janeiro de 2023, completam 20 anos da morte do Padre Leopoldo Garcia Garcia ex-pároco do município de Ichu, estando à frente da Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Haverá a missa na comunidade de Boa União (Morro Redondo) e na oportunidade o nome de Padre Leopoldo será lembrado e colocado nas intenções.

Animado, incansável, simples e solidário. Assim era conhecido padre Leopoldo Garcia Garcia. Nascido em Burgo, na Espanha, em 1929, viveu o período da Guerra Civil Espanhola (1936-39), quando a mãe protegia ele e seus irmãos dos bombardeios no porão da casa. O seu irmão mais velho pensava em ser padre, mas foi ele, o caçula da família, que seguiu a vocação sacerdotal.
O religioso assumiu a capela, antes de ser designada de paróquia de Ichu, em 1991 e deu um novo redimensionamento na estrutura, na organização, na aceitação da diversidade ao fortalecer o espírito da missão evangelizadora. Em 1996, a Capela foi levada a condição de Paróquia. O padre Leopoldo Garcia Garcia morreu em 13 de janeiro de 2003.
Com projetos e programas voltados para o bem-estar da população bem como das pessoas ligadas à associações e movimentos sociais, levou Leopoldo Garcia a construir na sede de Ichu, dois centros comunitários – São Pedro e São Paulo -, de grande importância para a comunidade de baixa renda, além da Associação Comunitária dos Amigos do Centro São João de Deus em Nova Esperança.
Foto: Redes Sociais
Na época, os imóveis eram utilizados para evangelização, reuniões de moradores, festas de aniversários, confraternizações, entre outras atividades.  

Na zona rural, o religioso construiu o Centro Comunitário São João de Deus, voltado para reabilitação de deficientes físicos e mentais, no Povoado de Nova Esperança, um dos mais pobres do município, através de doações recebidas da Espanha e apoio do MOC.  

Depois, o Centro passou a ser administrado por uma associação, que teve como primeiro presidente, o próprio vigário.  

“Leopoldo foi um grande educador e trabalhou pela inclusão social no município. Ele foi responsável, também, por levar moradores para se capacitar em braile, libras, entre outros cursos da área, em Feira de Santana. As despesas eram pagas com as doações recebidas de familiares e do padre Jesus, que era seu sobrinho e mora na Espanha. A associação responsável pela administração do São João de Deus já chegou a capacitar 80 pessoas. Até hoje, o Centro Comunitário São João de Deus mantém suas atividades em funcionamento”, disse professora Dalva Carneiro.

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